É possível monitorar a evolução das capacitâncias de um conjunto de buchas usando o Monitor de Buchas BM mesmo quando há um DPB instalado em uma ou mais fases do conjunto. Para isso basta fazer certas compensações.
   Do modo de funcionamento do BM, para medir a evolução da capacitância da bucha é preciso medir e somar vetorialmente as três correntes de fuga do conjunto.
Para que a soma não fique desbalanceada, a ordem de grandeza dessas correntes deve ser parecida, como ocorre quando as correntes são medidas sem o intermédio de um DPB.

    Considerando que a impedância de C2 é muito grande para que uma parcela significatica da corrente passe por ela, podemos estimar a corrente de fuga I1 de uma bucha sem DPB (desenho da esquerda) usando a seguinte fórmula: I1 = VL.ω.C1

    Na saída do DPB, usando um capacitor de acoplamento CA podemos acertar a fase e limitar a corrente I2 de tal forma que ela esteja na mesma ordem de grandeza que I1. Assim poderemos usar I2 para monitorar a bucha.

    A estimativa da corrente I2 é: I2 = VDPB.ω.CA

    Igualando as correntes temos que: ??=(??/????).C1

    Se por exemplo: VL=(525/√3) kV ; VDPB = 115 V ; C1 = 498,2 pF

    A capacitância de acoplamento será: CA = 1.31 μF

    O circuito interno do DPB causa perturbações demais para que a tangente delta seja medida, mas ao proceder dessa forma, a capacitância das três buchas desse conjunto será monitorada satisfatoriamente.