ÍNDICE
- Verificação do sensor de temperatura Pt100
- Verificações com o transformador energizado
- Verificações com o transformador desenergizado
- Normalização da indicação de erro e monitoramento de temperatura
- Precisa de ajuda?
Verificação do sensor de temperatura Pt100
Como funciona
A medição de temperatura do topo do óleo em transformadores de potencia é realizada geralmente através de um sensor de temperatura instalado em um termo poço existente na tampa do transformador. Os sensores utilizados devem ser do tipo Pt100 a 0°C.
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| Figura 1 - Esquema de ligação para dois pt100 em um TM | Figura 1.1 - Esquema de ligação para dois Pt100 em um TM1 |

Aviso !
A leitura integral deste guia é obrigatória. O não cumprimento das recomendações de manuseio pode provocar trip no transformador e falhas nos equipamentos conectados.
Verificações com o transformador energizado
Para verificação durante transformador em operação é necessário que:
- Utilização de cabeamento correto para a aplicação;
- Reaperto dos bornes de passagem e entrada dos cabos junto aos monitores;
- Verificação da malha de aterramento junto ao painel;
- Medição das resistências junto ao painel, bornes de passagem e monitores.

Perigo !
Manuseio inadequado durante transformador energizado pode causar trip e desligamento imediato.
Utilização de materiais corretos para aplicação
Exemplo de aplicação fora do padrão recomendado:
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| Figura 2 - 3x18awg blindado ao lado esquerdo e singelo 1,5mm + 2x18awg blindado no lado direito |

Nota !
Devem ser utilizados cabos blindados de 3 vias.
Como por exemplo 3x18AWG, 3x1,5mm
Acima são indicados os erros de instalação:
- Cabos diferentes e inadequados de um lado (direito).
- Falta de isolamento no cabo de blindagem até o terminal, malha exposta.
Reaperto dos bornes
Diversos problemas de indicação de temperatura ou falhas de autodiagnóstico dos monitores de temperatura podem ter como causa bornes do equipamento e de passagem mal apertados ou terminais mal crimpados.
A utilização de terminais adequados para a bitola do cabo é fundamental para garantir um contato elétrico confiável, evitando mau funcionamento, danos ao dispositivo ou até mesmo ao IED ao qual o monitor estiver conectado.
Verificação da malha de aterramento junto ao painel
A malha de aterramento do cabo do Pt100 deve ser conectada ao terra em apenas um ponto.
Esse ponto de aterramento deve estar localizado o mais próximo possível dos monitores de temperatura.
A malha do cabo do Pt100 deve permanecer contínua em todo o trajeto, desde o ponto de instalação do sensor até o ponto de aterramento no painel.
Recomenda-se seguir os passos abaixo:
Medir a resistência da malha em relação ao terra (valor esperado: próximo de 0 Ω);
Remover temporariamente o ponto de aterramento da malha e realizar nova medição da resistência (valor esperado: circuito aberto);
Caso o valor de resistência permaneça próximo a 0 Ω, verificar a existência de outros pontos de aterramento;
Corrigir o aterramento da malha, garantindo que seja mantido apenas um ponto único de conexão ao terra.
Medição das resistências do Pt100 junto ao painel e monitores
É indicada a realização da medição de resistência junto ao monitor de temperatura (com este desligado) e também nos bornes de passagem localizados no painel.
O objetivo desta verificação é identificar possíveis resistências indevidas entre os pontos de conexão ou no próprio sensor Pt100.
Recomenda-se seguir os passos abaixo:
Anote os valores de temperatura indicados no TM (entradas PTA e PTB).
Desligar o monitor de temperatura;
Realizar a medição da resistência nos bornes de passagem;
Realizar a medição da resistência diretamente nos monitores de temperatura.
Para TM1
Os valores de resistência devem atender aos seguintes critérios:
Entrada RTD1 (PTA):
Pontos 22 e 23 do TM: valores próximos a 0 Ω (cabos de compensação);
Pontos 22 e 24, 23 e 24: valores compatíveis com a Tabela Termorresistiva (cabos do sensor).
Entrada RTD2 (PTB), se utilizada:
Pontos 22 e A6 do TM: valores próximos a 0 Ω (cabos de compensação);
Pontos 22 e A5, A6 e A5: valores compatíveis com a Tabela Termorresistiva (cabos do sensor).
Para TMv2:
Os valores de resistência devem atender aos seguintes critérios:
Entrada RTD1 (PTA):
Pontos 26 e 27 do TM: valores próximos a 0 Ω (cabos de compensação);
Pontos 26 e 28, 27 e 28: valores compatíveis com a Tabela Termorresistiva (cabos do sensor).
Entrada RTD2 (PTB), se utilizada:
Pontos 22 e 26 do TM: valores próximos a 0 Ω (cabos de compensação);
Pontos 22 e 23, 26 e 23: valores compatíveis com a Tabela Termorresistiva (cabos do sensor).
Medição de resistências junto aos bornes de passagem:
Registrar medições iniciais
Caso a temperatura esteja acima do limite de alarme ou desligamento configurado, somente reconecte o borne de alimentação após a normalização da medição.

Aviso !
Se a correção e normalização não forem possíveis, garantir que os relés de alarme e desligamento estejam isolados do acionamento antes de religar o TM.

Informação !
Isso se deve ao fato de que, ao reiniciar o TM, os bloqueios dos relés de alarme e desligamento são automaticamente resetados.
Desligamento e remoção dos bornes
Desligue o TM. Não deve ser religado até o fim de todas as etapas.
Retire cuidadosamente o borne superior de alimentação e entradas do Pt100.
Utilize uma chave apropriada nas laterais do borne para afrouxar o sistema de pressão.
Medição de resistência
Consulte o diagrama do projeto para conferência dos pontos de teste.
Remova os cabos dos bornes de passagem referentes ao Pt100.
Com auxílio de um multímetro, realize a medição de resistência entre os cabos que se estendem até o borne de passagem( verificar diagrama do projeto).
Comparação com tabela de referência
Compare os valores medidos com a Tabela de Termorresistência.
Os valores exibidos no TM devem estar próximos aos indicados na tabela.
Reaperto e verificação final
Reinstale os cabos.
Realize o reaperto dos bornes de passagem.
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| Figura 3 - Borne superior de alimentação e das entradas Pt100. | Figura 4 - Utilização de ferramenta para própria retirada do borne. |
Tabela de Termorresistência
Exemplo de medição da temperatura com valor de resistência:
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| Tabela 1 - Tabela de equivalência - Resistência Temperatura |
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| Tabela 2 - Temperatura correspondente |
Medição das resistências junto ao TM
Registrar medições iniciais
- Anote os valores de temperatura medidos no TM, incluindo as indicações dos pontos PTA e PTB
- Caso a temperatura esteja acima dos valores de alarme e desligamento configurados, religue o borne de alimentação somente após a normalização da medição.
- Se não houver possibilidade de correção ou normalização, isole os relés de alarme e desligamento antes de ligar o TM.

Aviso !
Se a correção e normalização não forem possíveis, garantir que os relés de alarme e desligamento estejam isolados do acionamento antes de ligar o TM.

Informação !
Isso se deve ao fato de que, ao reiniciar o TM, os bloqueios do relés são automaticamente resetados
Remoção do borne superior
- Desligue o TM.
- Retire cuidadosamente o borne superior de alimentação e entradas Pt100.
- Utilize uma chave nas laterais do borne para afrouxar o borne de pressão antes da retirada
Medição de resistência
- Com o auxilio de um multímetro, utilize o parafuso de aperto do borne para verificar a resistência entre as entradas indicadas anteriormente.
Comparação com tabela de referência
- Compare os valores obtidos com a Tabela de Termorresistência.
- Os valores indicados no TM devem estar próximos aos da tabela.
Reaperto e validação
- Realize o reaperto dos bornes.
- Repita a medição para confirmar a consistência dos valores obtidos.
Retorno da alimentação do TM
Após a conclusão dos testes de medição, execute os seguintes passos antes de religar o TM:
- Se a medição estiver normalizada:
- Religação do borne de alimentação do TM pode ser realizada normalmente.
- Se a medição não estiver normalizada:
- Caso a temperatura medida permaneça acima dos valores de alarme e desligamento ajustados e não seja possível a correção:
- Isole os relés de alarme e desligamento antes de religar o TM.
- Caso a temperatura medida permaneça acima dos valores de alarme e desligamento ajustados e não seja possível a correção:

Aviso !
Se a correção e normalização não forem possíveis, garantir que os relés de alarme e desligamento estejam isolados do acionamento antes de ligar o TM.

Informação !
Isso se deve ao fato de que, ao reiniciar o TM, os bloqueios do relés são automaticamente resetados
Verificações com o transformador desenergizado
Com o transformador deligado e liberado o acesso a parte superior, será possível realizar as inspeções diretamente no Pt100 e no termo poço.
Após as verificações a seguir, realizar as mesmas verificações indicadas com o transformados energizado.
Utilização de Terminais Corretos no Sensor Pt100
Os terminais olhais aplicados no Pt100 devem ser compatíveis com o diâmetro dos parafusos de aperto e com o tipo de conexão adotado. Essa escolha correta assegura firmeza na fixação e precisão na medição.
Certifique-se de que o terminal esteja devidamente dimensionado;
Evite adaptações que possam comprometer a integridade da conexão.
Reaperto dos Terminais do Sensor Pt100
Na inspeção do sensor, recomenda-se sempre o reaperto dos terminais. Essa prática reduz o risco de falhas ocasionadas por mau contato. Além disso, é essencial verificar o estado da superfície de contato:
Remova poeira, oxidação ou resíduos acumulados;
Garanta que o terminal esteja bem apoiado antes de reapertar.
Isolamento da Malha do Cabo no Pt100
A isolação correta da malha do cabo junto ao sensor é fundamental para evitar interferências na medição. Caso a malha esteja conectada em mais de um ponto de aterramento, há risco de transmissão de surtos ou ruídos indesejados para o sistema. Por isso:
Certifique-se de que a malha esteja isolada;
Garanta a existência de apenas um ponto de aterramento confiável.
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| Figura 5 - Blindagem não isolada | Figura 6 - Terminais com largura inadequados |
Equipamento e diagrama elétrico
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| Figura 7 - Prensa cabo | Figura 8 - Isolação na malha do cabo |
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| Figura 9 - Prensagem dos terminais olhal | Figura 10 - Esquema elétrico |
Existência de óleo e vazamento no poço térmico do Pt100
Durante a inspeção do poço térmico onde o sensor Pt100 está instalado, deve-se verificar se há sinais de vazamento de óleo, pois isso pode indicar a entrada de água. A presença de água no interior do poço é uma possível causa de falhas de medição, já que tende a se acumular abaixo do óleo. Também é importante observar se há óleo suficiente no poço, lembrando que o correto funcionamento depende desse meio de contato.
Para a inspeção do poço recomenda-se:
Limpar a rosca de fixação;
Remover água ou materiais estranhos acumulados;
Substituir o óleo até o nível adequado, evitando transbordamento após a reinstalação da haste do Pt100. Deve-se deixar um pequeno colchão de ar para permitir a expansão e compressão do óleo;
Reinstalar o Pt100 utilizando veda-rosca apropriado;
Fixar o cabo de ligação firmemente à estrutura.
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| Figura 11 - Sinais de infiltração | Figura 12 - Verificar vazamento |
Normalização da indicação de erro e monitoramento de temperatura
Limpar memória de autodiagnóstico dos equipamentos:
Após a correção dos problemas encontrados, é necessário resetar o erro de salto de temperatura e limpar a memó 2ria de autodiagnóstico.
Limpar erro de salto de temperatura:
Na tela de medição da temperatura do óleo:
-> Limpar o erro de salto de temperatura.
Limpar memória de autodiagnóstico:

-> Acesso à memória de autodiagnóstico.
-> Limpar memória de autodiagnóstico.
Precisa de ajuda?
Contato !
Telefone:
+55(11)2410–1190 — Ramal: 425
Whatsapp: +55(11)97225–8683
e-mail: sac@treetech.com.br
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