Guia de verificação do Pt100

Criada por Matheus Barbosa Santos, Modificado em Qua, 3 Jun na (o) 2:56 PM por Rodrigo José Moreira e Silva

ÍNDICE



Verificação do sensor de temperatura Pt100


Como funciona


A medição de temperatura do topo do óleo em transformadores de potencia é realizada geralmente através de um sensor de temperatura instalado em um termo poço existente na tampa do transformador. Os sensores utilizados devem ser do tipo Pt100 a 0°C.




Figura 1 - Esquema de ligação para dois pt100 em um TMFigura 1.1 - Esquema de ligação para dois Pt100 em um TM1



 Aviso !

A leitura integral deste guia é obrigatória. O não cumprimento das recomendações de manuseio pode provocar trip no transformador e falhas nos equipamentos conectados. 





Verificações com o transformador energizado


Para verificação durante transformador em operação é necessário que:

  1. Utilização de cabeamento correto para a aplicação;
  2. Reaperto dos bornes de passagem e entrada dos cabos junto aos monitores;
  3. Verificação da malha de aterramento junto ao painel;
  4. Medição das resistências junto ao painel, bornes de passagem e monitores.




 Perigo !

Manuseio inadequado durante transformador energizado pode causar trip e desligamento imediato. 



Utilização de materiais corretos para aplicação


Exemplo de aplicação fora do padrão recomendado:


Figura 2 - 3x18awg blindado ao lado esquerdo e singelo 1,5mm + 2x18awg blindado no lado direito





 Nota !

Devem ser utilizados cabos blindados de 3 vias.

Como por exemplo 3x18AWG, 3x1,5mm



Acima são indicados os erros de instalação:

  • Cabos diferentes e inadequados de um lado (direito).
  • Falta de isolamento no cabo de blindagem até o terminal, malha exposta.



Reaperto dos bornes


Diversos problemas de indicação de temperatura ou falhas de autodiagnóstico dos monitores de temperatura podem ter como causa bornes do equipamento e de passagem mal apertados ou terminais mal crimpados.

A utilização de terminais adequados para a bitola do cabo é fundamental para garantir um contato elétrico confiável, evitando mau funcionamento, danos ao dispositivo ou até mesmo ao IED ao qual o monitor estiver conectado.



Verificação da malha de aterramento junto ao painel


A malha de aterramento do cabo do Pt100 deve ser conectada ao terra em apenas um ponto.
Esse ponto de aterramento deve estar localizado o mais próximo possível dos monitores de temperatura.

A malha do cabo do Pt100 deve permanecer contínua em todo o trajeto, desde o ponto de instalação do sensor até o ponto de aterramento no painel.

Recomenda-se seguir os passos abaixo:

  • Medir a resistência da malha em relação ao terra (valor esperado: próximo de 0 Ω);

  • Remover temporariamente o ponto de aterramento da malha e realizar nova medição da resistência (valor esperado: circuito aberto);

  • Caso o valor de resistência permaneça próximo a 0 Ω, verificar a existência de outros pontos de aterramento;

  • Corrigir o aterramento da malha, garantindo que seja mantido apenas um ponto único de conexão ao terra.


Medição das resistências do Pt100 junto ao painel e monitores


É indicada a realização da medição de resistência junto ao monitor de temperatura (com este desligado) e também nos bornes de passagem localizados no painel.

O objetivo desta verificação é identificar possíveis resistências indevidas entre os pontos de conexão ou no próprio sensor Pt100.


Recomenda-se seguir os passos abaixo:

  • Anote os valores de temperatura indicados no TM (entradas PTA e PTB).

  • Desligar o monitor de temperatura;

  • Realizar a medição da resistência nos bornes de passagem;

  • Realizar a medição da resistência diretamente nos monitores de temperatura.


Para TM1

Os valores de resistência devem atender aos seguintes critérios:

Entrada RTD1 (PTA):

  • Pontos 22 e 23 do TM: valores próximos a 0 Ω (cabos de compensação);

  • Pontos 22 e 24, 23 e 24: valores compatíveis com a Tabela Termorresistiva (cabos do sensor).

Entrada RTD2 (PTB), se utilizada:

  • Pontos 22 e A6 do TM: valores próximos a 0 Ω (cabos de compensação);

  • Pontos 22 e A5, A6 e A5: valores compatíveis com a Tabela Termorresistiva (cabos do sensor).


Para TMv2:

Os valores de resistência devem atender aos seguintes critérios:

Entrada RTD1 (PTA):

  • Pontos 26 e 27 do TM: valores próximos a 0 Ω (cabos de compensação);

  • Pontos 26 e 28, 27 e 28: valores compatíveis com a Tabela Termorresistiva (cabos do sensor).

Entrada RTD2 (PTB), se utilizada:

  • Pontos 22 e 26 do TM: valores próximos a 0 Ω (cabos de compensação);

  • Pontos 22 e 23, 26 e 23: valores compatíveis com a Tabela Termorresistiva (cabos do sensor).


Medição de resistências junto aos bornes de passagem:


Registrar medições iniciais

  • Caso a temperatura esteja acima do limite de alarme ou desligamento configurado, somente reconecte o borne de alimentação após a normalização da medição.



     Aviso !

    Se a correção e normalização não forem possíveis, garantir que os relés de alarme e desligamento estejam isolados do acionamento antes de religar o TM.




     Informação !

    Isso se deve ao fato de que, ao reiniciar o TM, os bloqueios dos relés de alarme e desligamento são automaticamente resetados.




Desligamento e remoção dos bornes

  • Desligue o TM. Não deve ser religado até o fim de todas as etapas.

  • Retire cuidadosamente o borne superior de alimentação e entradas do Pt100.

  • Utilize uma chave apropriada nas laterais do borne para afrouxar o sistema de pressão.

Medição de resistência

  • Consulte o diagrama do projeto para conferência dos pontos de teste.

  • Remova os cabos dos bornes de passagem referentes ao Pt100.

  • Com auxílio de um multímetro, realize a medição de resistência entre os cabos que se estendem até o borne de passagem( verificar diagrama do projeto).

Comparação com tabela de referência

  • Compare os valores medidos com a Tabela de Termorresistência.

    • Os valores exibidos no TM devem estar próximos aos indicados na tabela.

Reaperto e verificação final

  • Reinstale os cabos.

  • Realize o reaperto dos bornes de passagem.


Figura 3 - Borne superior de alimentação e das entradas Pt100.Figura 4 - Utilização de ferramenta para própria retirada do borne.



Tabela de Termorresistência


Exemplo de medição da temperatura com valor de resistência:


Tabela 1 - Tabela de equivalência - Resistência Temperatura


Tabela 2 - Temperatura correspondente



Medição das resistências junto ao TM


Registrar medições iniciais

  • Anote os valores de temperatura medidos no TM, incluindo as indicações dos pontos PTA e PTB
  • Caso a temperatura esteja acima dos valores de alarme e desligamento configurados, religue o borne de alimentação somente após a normalização da medição.
  • Se não houver possibilidade de correção ou normalização, isole os relés de alarme e desligamento antes de ligar o TM.




 Aviso !

Se a correção e normalização não forem possíveis, garantir que os relés de alarme e desligamento estejam isolados do acionamento antes de ligar o TM.




 Informação !

Isso se deve ao fato de que, ao reiniciar o TM, os bloqueios do relés são automaticamente resetados



Remoção do borne superior

  • Desligue o TM.
  • Retire cuidadosamente o borne superior de alimentação e entradas Pt100.
  • Utilize uma chave nas laterais do borne para afrouxar o borne de pressão antes da retirada

Medição de resistência

  • Com o auxilio de um multímetro, utilize o parafuso de aperto do borne para verificar a resistência entre as entradas indicadas anteriormente.

Comparação com tabela de referência

  • Compare os valores obtidos com a Tabela de Termorresistência.
  • Os valores indicados no TM devem estar próximos aos da tabela.

Reaperto e validação

  • Realize o reaperto dos bornes.
  • Repita a medição para confirmar a consistência dos valores obtidos.


Retorno da alimentação do TM


Após a conclusão dos testes de medição, execute os seguintes passos antes de religar o TM:

  1. Se a medição estiver normalizada:
    • Religação do borne de alimentação do TM pode ser realizada normalmente.
  2. Se a medição não estiver normalizada:
    • Caso a temperatura medida permaneça acima dos valores de alarme e desligamento ajustados e não seja possível a correção:
      • Isole os relés de alarme e desligamento antes de religar o TM.




 Aviso !

Se a correção e normalização não forem possíveis, garantir que os relés de alarme e desligamento estejam isolados do acionamento antes de ligar o TM.




 Informação !

Isso se deve ao fato de que, ao reiniciar o TM, os bloqueios do relés são automaticamente resetados




Verificações com o transformador desenergizado


Com o transformador deligado e liberado o acesso a parte superior, será possível realizar as inspeções diretamente no Pt100 e no termo poço.

Após as verificações a seguir, realizar as mesmas verificações indicadas com o transformados energizado.


Utilização de Terminais Corretos no Sensor Pt100

Os terminais olhais aplicados no Pt100 devem ser compatíveis com o diâmetro dos parafusos de aperto e com o tipo de conexão adotado. Essa escolha correta assegura firmeza na fixação e precisão na medição.

  • Certifique-se de que o terminal esteja devidamente dimensionado;

  • Evite adaptações que possam comprometer a integridade da conexão.


Reaperto dos Terminais do Sensor Pt100

Na inspeção do sensor, recomenda-se sempre o reaperto dos terminais. Essa prática reduz o risco de falhas ocasionadas por mau contato. Além disso, é essencial verificar o estado da superfície de contato:

  • Remova poeira, oxidação ou resíduos acumulados;

  • Garanta que o terminal esteja bem apoiado antes de reapertar.


Isolamento da Malha do Cabo no Pt100

A isolação correta da malha do cabo junto ao sensor é fundamental para evitar interferências na medição. Caso a malha esteja conectada em mais de um ponto de aterramento, há risco de transmissão de surtos ou ruídos indesejados para o sistema. Por isso:

  • Certifique-se de que a malha esteja isolada;

  • Garanta a existência de apenas um ponto de aterramento confiável.


Figura 5 - Blindagem não isoladaFigura 6 - Terminais com largura inadequados


Equipamento e diagrama elétrico


Figura 7 - Prensa caboFigura 8 - Isolação na malha do cabo
Figura 9 - Prensagem dos terminais olhalFigura 10 - Esquema elétrico




Existência de óleo e vazamento no poço térmico do Pt100


Durante a inspeção do poço térmico onde o sensor Pt100 está instalado, deve-se verificar se há sinais de vazamento de óleo, pois isso pode indicar a entrada de água. A presença de água no interior do poço é uma possível causa de falhas de medição, já que tende a se acumular abaixo do óleo. Também é importante observar se há óleo suficiente no poço, lembrando que o correto funcionamento depende desse meio de contato.

Para a inspeção do poço recomenda-se:

  • Limpar a rosca de fixação;

  • Remover água ou materiais estranhos acumulados;

  • Substituir o óleo até o nível adequado, evitando transbordamento após a reinstalação da haste do Pt100. Deve-se deixar um pequeno colchão de ar para permitir a expansão e compressão do óleo;

  • Reinstalar o Pt100 utilizando veda-rosca apropriado;

  • Fixar o cabo de ligação firmemente à estrutura.


Figura 11 - Sinais de infiltraçãoFigura 12 - Verificar vazamento





Normalização da indicação de erro e monitoramento de temperatura


Limpar memória de autodiagnóstico dos equipamentos:

Após a correção dos problemas encontrados, é necessário resetar o erro de salto de temperatura e limpar a memó                                                2ria de autodiagnóstico.


Limpar erro de salto de temperatura:

Na tela de medição da temperatura do óleo:

     

 -> Limpar o erro de salto de temperatura.



Limpar memória de autodiagnóstico:


-> Acesso à memória de autodiagnóstico.



 

-> Limpar memória de autodiagnóstico. 






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